A acne é uma dermatose inflamatória que se desenvolve nos folículos pilossebáceos, freqüente na adolescência, que não compromete gravemente a saúde do indivíduo, mas frequentemente prejudica o seu bem-estar e desenvolvimento emocional e social. As manifestações da doença (conhecida como cravos e espinhas) ocorrem devido ao aumento da secreção sebácea associada ao estreitamento e obstrução da abertura do folículo pilossebáceo, dando origem aos comedões abertos (cravos pretos) e fechados (cravos brancos). Estas condições favorecem a proliferação de microorganismos que provocam a inflamação característica das espinhas, sendo o Propionibacterium acnes o agente infeccioso mais comumente envolvido. (dermatologia).
A acne é classificada em quatro níveis:
- Grau I, a forma mais leve de acne, não inflamatória ou comedoniana, caracterizada pela presença de comedões (cravos) fechados e comedões abertos;
- Grau II, acne inflamatória ou pápulo-pustulosa, onde, aos comedões, se associam as pápulas (lesões sólidas) e pústulas (lesões líquidas de conteúdo purulento);
- Grau III, acne nódulo-abscedante, quando se somam os nódulos (lesões sólidas mais exuberantes);
- Grau IV, acne conglobata, na qual há formação de abscessos e fístulas.
Vários estudos referentes à possível relação entre alimentação e acne estão sendo realizados, porém, o impacto da genética e os impactos ambientais, hormonais e psicológicos, que apresentam influências diretas sob o aparecimento da acne, ainda mascaram os resultados dos estudos.
Podemos concluir que ainda há necessidade de mais estudos sobre o assunto, e que uma avaliação dos hábitos alimentares individuais, assim como a adequação dietética e orientações para uma dieta saudável e equilibrada é fundamental para o tratamento da acne.
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